Monocultura causa desequilíbrios ambientais
A monocultura de eucalipto está contribuindo para alguns fenômenos de desequilíbrio ambientais verificados no Estado. A grande quantidade de agrotóxico utilizado pelas monoculturas intensifica fenômenos como a infestação de besouros em Bagé e o sumiço de abelhas em várias cidades gaúchas.
A monocultura do eucalipto aumenta os efeitos já causados pelo plantio em larga escala de outras culturas, como a soja, e alguns reflexos das mudanças climáticas, como a estiagem. O eucalipto, que é cortado sete anos depois do seu plantio. Durante o período de crescimento, as mudas recebem pelo menos cinco aplicações de herbicidas e formicidas de grande impacto.
A infestação de besouros, conhecidos como cascudo se iniciou em Bagé, quando a população desses insetos chegou a dobrar. Já o sumiço das abelhas tem sido registrado em várias cidades da região sul, como Nonoai, Erechim e São Borja, onde existe plantação de eucalipto. No entanto, o sumiço dos enxames também foi constatado em locais da região norte, onde há plantação de acácia negra, outra espécie usada nas monoculturas para produção de celulose. Além disso, o uso de agrotóxicos prejudica especialmente o agricultor, que não costuma usar equipamentos de proteção pessoal.
O ambiental nunca vem sozinho. Quando há um desastre ambiental, com certeza, nós vamos ter problemas sociais e econômicos muito grandes também, porque essa monocultura do eucalipto da forma como está avançando ela começa, cada vez mais, a diminuir a quantidade de possibilidade de terras para reforma agrária, para assentamento de famílias, para plantios.
Este assunto deveria ser mais bem estudado e analisado, tanto pelas autoridades municipais como pelos produtores que estão sendo iludidos e induzidos a entrarem confiantes em uma atividade que não conhecem. Até o momento não há contraponto, apenas a versão da milagrosa “oito em oitenta” pregados pelas empresas que exploram a atividade.
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Há 17 anos


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